Arquiteto da Semana: Jean Nouvel

Jean Nouvel    O arquiteto escolhido dessa semana é o Jean Nouvel, vamos aprender um pouco mais sobre esse grande mestre? Ja falamos sobre algumas obras dele aqui e aqui

     Jean Nouvel, arquiteto francês nascido em 12 de agosto de 1945. Pelo fato de ser filho de professores sua família se mudou bastante, e seus pais o incentivavam a estudar matemática e linguagem, pois achavam que o caminho das engenharias era uma profissão mais segura que o caminho das artes, porém aos de 16 anos foi cativado pela arte quando um professor o ensinou a desenhar. Quando Nouvel falhou em um exame de entrada na École des Beaux-Arts de Bordeaux, se mudou para Paris, onde ele ganhou o primeiro prêmio em um concurso nacional para participar da École Nationale Supérieure des Beaux-Arts. De 1967 a 1970, Nouvel ganhou a vida como assistente dos arquitetos Claude Parent e Paul Virilio, que depois de apenas um ano fizeram dele um gerente de projeto responsável pela construção de um grande complexo de apartamentos.

     Nouvel ganhou fama internacional ao ganhar o concurso para o Institut du Monde Árabe (Instituto do Mundo Árabe) em Paris, cuja construção foi concluída em 1987. Ganhador do Prêmio Pritzker em 2008, em sua citação, o júri do prêmio observou: “Das muitas frases que podem ser usadas para descrever a carreira de arquiteto Jean Nouvel, acima de tudo são aqueles que enfatizam sua busca corajosa de novas ideias e de seu desafio das normas aceitas, a fim de esticar os limites do campo. […]” O júri reconheceu a “persistência, imaginação, exuberância, e, acima de tudo, um desejo insaciável de experimentação criativa”, como qualidades abundantes na obra de Nouvel.

    Requisitado por imponentes construtoras e marcas do mundo, Jean Nouvel continua em sua conquista do mapa-múndi, levantando simultaneamente um número impensável de edifícios calcados em suas linhas retas e, de alguma forma, orgânicas, que conversam com os olhos de quem cruza seus caminhos, atraindo interpretações futuristas quase ilusionarias, que despertam sonhos que viram realidade em um estalar de dedos. Cada edifício conta uma história uma vez que ele analisa suas condições dadas e decide que a melhor solução arquitetônica é, digamos, um arranha-céu sem base visível e ápice, ou uma fachada mecanizada geométrica que lança filigrana de sombras, e para ter um contrapeso a este processo cerebral ele acrescenta o amor sensual dos componentes e materiais de um edifício.

Obras: 

jean nouvel

    Este edifício compreende em um museu, espaços para exibições, uma biblioteca, um centro de documentação, um auditório, um restaurante e oficinas infantis. Apesar de ser uma construção da arquitetura contemporânea, empregou padrões típicos da arquitetura árabe, tais como percebemos na fachada sul em que a luminosidade do ambiente é regulada através de painéis com diafragmas, semelhantes aos das máquinas fotográficas.

torre agbar

    A Torre Agbar foi construída pelo Grupo Agbar e abriga sua sede. Como a água é o foco, a torre representa uma fonte de água que muda constantemente sua aparência. Dependendo da incidência da luz, a torre altera as suas cores – as chapas de alumínio de cor que reflete a luz é composta por 40 diferentes cores de alto brilho. Em frente a esta camada da parede é revestido com milhares de lâminas de vidro, que servem como um filtro solar e pode ser inclinadas em vários ângulos para garantir uma reflexão máxima de energia solar. O espaço entre as camadas de fachada permite uma circulação natural do ar no edifício.

Pavilhão da Serpentine Gallery

    Localizada no Kensington Gardens, junto ao Hyde Park, a Serpentine Gallery convida todos os anos um arquiteto de renome internacional para projetar seu pavilhão de verão, espaço usado para receber mostras, palestras e outros eventos. No ano de 2010 Nouvel desenhou uma estrutura leve, composta de materiais como aço, vidro e policarbonato, capaz de se converter em espaços versáteis, abertos e fechados para o exterior. Destaca-se a parede inclinada, sem apoios, de 12 m de altura. O vermelho intenso, ora opaco, ora transparente, remete aos ícones britânicos como as caixas se correio, os ônibus e as cabines telefônicas, e capta a atenção enquanto contrasta com o verde do parque.

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